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Odonto Loureiro

Dente siso: quando remover e quais os cuidados

Atualizado em 14 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Os dentes do siso, também chamados de terceiros molares, são os últimos a se desenvolver e costumam aparecer entre o final da adolescência e o início da vida adulta. Muitas pessoas convivem com eles sem problemas. Outras sentem dor, inchaço ou notam que o dente nasceu torto ou ficou preso. Neste artigo explicamos quando a remoção pode ser indicada, como a cirurgia é conduzida e quais cuidados ajudam na recuperação.

O que são os dentes do siso?

São quatro dentes, dois em cada lado, na parte de trás da boca: dois na arcada superior e dois na inferior. Participam da mastigação, mas, em muitas pessoas, o espaço nos maxilares não é suficiente para acomodá-los. Por isso, é comum que fiquem inclusos (presos no osso ou na gengiva), semi-inclusos ou inclinados, encostando no dente vizinho.

Quando o siso pode precisar ser removido?

Nem todo siso precisa ser retirado. A indicação depende de avaliação clínica e de exames de imagem. Entre as situações em que a remoção costuma ser considerada estão:

  • Falta de espaço (dente incluso ou impactado): o dente não consegue nascer por completo e pode causar dor, inchaço e infecção.
  • Pericoronarite: quando o dente nasce só em parte, forma-se um “capuz” de gengiva onde restos de alimento e bactérias se acumulam. Pode causar gengiva inchada e dolorida, mau hálito, gosto ruim, dor que se espalha para o ouvido e dificuldade para abrir a boca.
  • Cárie e inflamação na gengiva: por ficar no fundo da boca, o siso é difícil de limpar, e o problema pode atingir o dente vizinho.
  • Pressão sobre o segundo molar: um siso inclinado pode favorecer cárie e desgaste na raiz do dente ao lado, muitas vezes sem sintomas no início.
  • Cistos: dentes retidos podem, em alguns casos, ter formação de cistos ao redor, que só aparecem nos exames.
  • Dor ou inchaço persistentes no fundo da boca.

A idade também conta: em geral, a cirurgia tende a ser mais simples quando as raízes ainda estão em formação. Por isso, vale fazer uma avaliação mesmo sem dor, para acompanhar a posição desses dentes.

Como é a avaliação e a cirurgia

A avaliação começa com o exame clínico e a conversa sobre seu histórico de saúde. Na clínica, usamos radiografia panorâmica e periapical para ver a posição dos dentes e das raízes. Em alguns casos, outros exames de imagem podem ser pedidos.

A cirurgia é feita pelo Dr. Marcus Vinicius Moro Loureiro, especialista em cirurgia bucomaxilofacial, com anestesia local. Conforme a posição do dente, o profissional pode abrir a gengiva, remover um pouco do osso ao redor e dividir o dente em partes menores para retirá-lo com mais cuidado. Ao final, a região pode receber pontos. O tempo e a complexidade variam de acordo com cada caso. Se você tem dente incluso ou impactado, veja mais sobre o tratamento de dentes inclusos.

Cuidados antes da cirurgia

  • Informe alergias, medicamentos em uso e doenças que você tenha, como problemas de coagulação, diabetes ou pressão alta.
  • Leve exames anteriores, se tiver.
  • Siga as orientações recebidas sobre alimentação e medicamentos antes do procedimento.
  • Tire suas dúvidas na consulta, inclusive sobre o que esperar nos dias seguintes.

Cuidados depois da cirurgia

  • Medicamentos: use apenas o que foi prescrito. Alguns remédios comuns podem aumentar o risco de sangramento.
  • Gelo: compressas frias por fora do rosto, por 15 a 20 minutos por vez, nos primeiros dias, ajudam a reduzir o inchaço.
  • Repouso: evite esforço físico intenso nos primeiros dias.
  • Alimentação: prefira alimentos macios e frios ou mornos, como iogurte, purê e sopas mornas. Evite alimentos duros, muito quentes ou picantes.
  • Higiene: continue escovando os outros dentes, com cuidado na área operada, e use o enxaguante indicado pelo profissional.
  • Cigarro e álcool: podem atrapalhar a cicatrização e devem ser evitados.

Entre em contato com a clínica se houver sangramento que não para, dor que piora, febre ou inchaço que aumenta.

Possíveis complicações

A remoção do siso é um procedimento comum, mas, como toda cirurgia, pode ter intercorrências. As principais são infecção, sangramento prolongado, dificuldade de cicatrização e alveolite (quando o coágulo se solta do local e a dor aumenta). Em alguns casos, pode haver alteração temporária de sensibilidade perto de nervos. O planejamento com exames de imagem e o seguimento das orientações ajudam a reduzir esses riscos.

Perguntas frequentes

Precisa mesmo tirar o siso?

Nem sempre. Se o dente nasceu em posição correta, consegue ser limpo e não causa problemas, pode apenas ser acompanhado. A decisão é tomada após avaliação e exames.

A cirurgia dói muito?

A cirurgia é feita com anestesia local. Depois que o efeito passa, pode haver desconforto e inchaço, que variam de pessoa para pessoa e são controlados com as orientações e medicamentos prescritos pelo profissional.

Posso deixar para tirar só quando doer?

Dor e infecção costumam surgir em momentos inconvenientes. Acompanhar o siso com radiografia permite planejar a cirurgia com calma, em vez de resolver só na urgência.

Quanto tempo leva a recuperação?

O tempo varia conforme a posição do dente, o número de dentes removidos e a saúde de cada paciente. O profissional orienta sobre o retorno às atividades após a avaliação do seu caso.

Agende sua avaliação

Se você sente dor no fundo da boca ou quer saber como estão seus sisos, marque uma avaliação com a equipe da Odonto Loureiro, no Centro do Rio. Após o exame e as radiografias, explicamos o que foi visto e se a remoção pode ser indicada no seu caso.

Responsável técnico: Dr. Marcus Vinicius Moro Loureiro, cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 12940. Odonto Loureiro, Av. Rio Branco, 37, sala 502, Centro, Rio de Janeiro.

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