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Odonto Loureiro

Dente quebrado ou com cárie: quando a restauração em resina resolve

Atualizado em 14 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Muita gente só procura o dentista quando sente dor. Mas a cárie costuma começar em silêncio, por baixo do esmalte, e pode crescer por meses sem que o paciente perceba. Neste texto, explicamos como a cárie evolui, o que é a restauração em resina composta e por que o cuidado com a mordida importa tanto quanto o preenchimento do dente.

O que acontece quando o dente perde parte da estrutura

O esmalte é a camada externa que protege o dente. Quando ele se rompe, seja por cárie ou por uma pequena fratura causada pela força da mastigação, a dentina fica exposta. A dentina é mais sensível e responde às mudanças de temperatura e à ação das bactérias da boca. Por isso, o dente com cavidade merece avaliação o quanto antes.

Se a exposição se prolonga, podem surgir:

  • Sensibilidade: desconforto ao contato com alimentos frios, quentes ou doces.
  • Infiltração de bactérias: o biofilme pode avançar em direção à polpa, onde ficam nervos e vasos, e em alguns casos levar à necessidade de tratamento de canal.
  • Fragilidade do dente: as paredes que restam ficam mais sujeitas a fraturas maiores.

Como a cárie avança sem dar sinais

A cárie é uma doença influenciada pelo biofilme (a placa bacteriana) e pela frequência com que consumimos açúcares e outros carboidratos. As bactérias produzem ácidos, e esses ácidos desmineralizam o esmalte aos poucos. No início, quase nunca há dor.

Quando a desmineralização alcança a dentina, que tem menos minerais que o esmalte, o avanço tende a ser mais rápido. Pode formar-se uma cavidade interna enquanto a superfície ainda parece íntegra. É a chamada cárie oculta. Em algum momento, o esmalte sem apoio pode ceder durante a mastigação, revelando uma cavidade maior do que se imaginava.

Como a cárie oculta é identificada

Por não dar sintomas, a cárie oculta costuma ser encontrada em consulta de avaliação. Na Odonto Loureiro, o exame clínico é acompanhado de fotografias com câmera intraoral de alta resolução, que ajudam o paciente a ver o que o dentista observa. Quando necessário, podem ser solicitados exames de imagem complementares.

Restauração em resina composta: como é feita

A resina composta é um material na cor do dente, endurecido com luz, que pode ser indicado após avaliação para reconstruir a parte perdida. O procedimento segue etapas cuidadosas:

  1. Remoção do tecido cariado, procurando conservar ao máximo a estrutura sadia do dente.
  2. Isolamento da região, para evitar contato com a saliva durante a colagem.
  3. Preparo da superfície e aplicação do sistema adesivo, que une a resina ao dente.
  4. Colocação da resina em camadas finas, cada uma endurecida com luz, para reduzir tensões nas paredes do dente.
  5. Escultura da anatomia, ajuste da mordida, acabamento e polimento.

A durabilidade depende de vários fatores, como o tamanho da cavidade, os hábitos de cada pessoa e a higiene. Por isso, o tempo varia conforme o caso.

Por que o ajuste da mordida é tão importante

Restaurar não é apenas preencher um buraco. Cada cúspide e cada sulco do dente participam da forma como as forças da mastigação se distribuem. Uma restauração com excesso de altura, mesmo pequeno, pode sobrecarregar o dente e o ligamento que o sustenta, causando dor ao mastigar. Por isso, o ajuste da mordida ao final é uma etapa indispensável.

O polimento também tem função prática: uma superfície lisa acumula menos placa e ajuda a proteger a gengiva ao redor.

Prevenção: o melhor caminho

A prioridade da nossa clínica é a prevenção e a manutenção, porque a saúde da boca faz parte da saúde geral. Cárie descoberta cedo costuma exigir um tratamento mais simples. Um check-up de saúde bucal periódico permite avaliar os dentes, as gengivas e detectar problemas antes que causem dor.

Na primeira consulta, fazemos anamnese, avaliação periodontal, exame de prevenção do câncer bucal e orientação preventiva. Ao final, explicamos com clareza o que foi observado, como desgaste, mobilidade, tártaro, inflamação e sangramento gengival. O plano de tratamento depende de cada caso.

Perguntas frequentes

Cárie sempre dói?

Não. Nas fases iniciais, e mesmo em cavidades internas, é comum não haver dor. Por isso a avaliação periódica é importante.

Todo dente com cárie precisa de tratamento de canal?

Não. Quando a cárie é tratada cedo, em geral a restauração pode ser suficiente. O canal pode ser necessário quando a infecção atinge a polpa, e isso só é definido após avaliação.

A restauração em resina pode ser indicada para qualquer dente?

Depende do tamanho da cavidade e da quantidade de estrutura que resta. Em alguns casos, outras soluções podem ser mais adequadas, e o dentista explica as opções.

A restauração pode causar dor ao morder?

Se ficar alta, sim, pode incomodar. Por isso, o ajuste da mordida é feito ao final e, se houver desconforto depois, o paciente deve retornar para revisão.

Com que frequência devo fazer revisão?

O intervalo varia conforme o risco de cada pessoa. O dentista indica a periodicidade após avaliar sua boca.

Agende sua avaliação

Se você não vai ao dentista há algum tempo, ou percebeu sensibilidade, uma mancha ou uma pequena quebra em um dente, marque uma avaliação na Odonto Loureiro, no Centro do Rio. Falaremos com calma sobre o que foi encontrado e quais caminhos podem ser indicados no seu caso.

Responsável técnico: Dr. Marcus Vinicius Moro Loureiro, cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 12940. Odonto Loureiro, Av. Rio Branco, 37, sala 502, Centro, Rio de Janeiro.

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