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Odonto Loureiro

Apneia do sono em mulheres: por que o diagnóstico demora

Atualizado em 14 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

A apneia do sono é muito associada aos homens, mas ela também afeta as mulheres. Em muitas delas, o problema passa anos sem ser reconhecido. Neste texto explicamos por que isso acontece, quais sinais merecem atenção e como funciona a investigação.

O que é a apneia obstrutiva do sono

Na apneia obstrutiva do sono, as vias aéreas se estreitam ou fecham durante o sono e a respiração é interrompida várias vezes ao longo da noite. Isso fragmenta o descanso e pode reduzir o oxigênio no sangue. O ronco é um sinal frequente, mas nem todo ronco indica apneia.

Por que as mulheres são menos diagnosticadas

Segundo a Dra. Christine Won, diretora do Programa de Saúde do Sono da Mulher em Yale Medicine (Estados Unidos), citada nas fontes que consultamos, há alguns motivos para esse cenário:

  • A forma como a doença é definida: o diagnóstico considera o número médio de eventos respiratórios por hora de sono. Em geral, são necessários mais de cinco por hora.
  • O sono REM: as mulheres tendem a ter menos apneias no sono NREM (mais superficial), mas podem ter tantas quanto os homens no sono REM, fase de sonhos e atividade cerebral intensa. Como o sono REM ocupa uma parte menor da noite, a média geral de eventos por hora fica mais baixa e pode não atingir o limite para o diagnóstico.
  • Despertares frequentes: as mulheres têm mais chance de interromper a apneia acordando. Com isso, as quedas de oxigênio podem ser menos observadas ou menos intensas, e o exame deixa de registrar o problema.

A mesma especialista lembra que a apneia durante o sono REM, independentemente do que ocorre no sono NREM, é considerada um fator de risco para doenças cardiovasculares. Por isso, deixar de reconhecer esses eventos pode ser um problema de saúde.

Estimativa citada pela literatura

A Sociedade de Pesquisa da Saúde da Mulher (SWHR, na sigla em inglês) estima que uma em cada cinco mulheres tenha apneia do sono, e que a maioria delas não saiba. Trata-se de uma estimativa dessa entidade, publicada em swhr.org, e os números podem variar conforme a população estudada.

Sintomas que podem ser diferentes nas mulheres

Ronco alto, pausas na respiração e engasgos durante a noite são os sinais mais conhecidos, e costumam ser mais comuns em homens. Nas mulheres, os sinais podem ser menos “clássicos”:

  • insônia e sono fragmentado;
  • cansaço excessivo durante o dia;
  • dor de cabeça ao acordar;
  • desânimo, tristeza ou irritabilidade;
  • dificuldade de concentração.

Como esses sintomas lembram outras condições, é comum que a apneia não seja lembrada de imediato.

Síndrome de resistência das vias aéreas superiores

Segundo a Dra. Won, as mulheres também podem ser mais propensas a essa síndrome. Nela há ronco e vias aéreas que colapsam parcialmente, mas sem pausas completas da respiração e sem queda do oxigênio. Mesmo assim, ocorrem despertares e sono fragmentado, e os sintomas principais são fadiga excessiva e insônia crônica. É um quadro que também merece avaliação.

Fatores que podem aumentar o risco

Entre os fatores citados nas fontes estão o excesso de peso, a menopausa, a gravidez e outras condições de saúde. O risco costuma aumentar após a menopausa, e os hormônios femininos parecem exercer alguma proteção antes dela. Por isso, muitas mulheres só percebem o problema mais tarde na vida.

Por que investigar

A apneia do sono sem tratamento é associada a hipertensão, doenças do coração, derrame, diabetes e alterações de humor, como depressão e ansiedade. Não significa que toda pessoa com apneia terá essas doenças, mas é um motivo para não adiar a avaliação.

Como o dentista pode ajudar

A odontologia do sono participa da investigação e do cuidado de quem ronca ou tem suspeita de apneia. Na Odonto Loureiro, o Dr. Ernesto Loureiro atua nessa área. O processo começa com exame clínico e polissonografia feita em casa. Quando indicado, pode-se usar um aparelho intraoral, com acompanhamento presencial e virtual. Dependendo do caso, outros profissionais de saúde também podem ser envolvidos. Você pode conhecer mais sobre o tratamento do ronco e da apneia em nossa página.

Perguntas frequentes

Quais são os sintomas comuns de apneia do sono em mulheres?

Além do ronco e das pausas na respiração, podem aparecer insônia, sono fragmentado, cansaço, dor de cabeça pela manhã, irritabilidade e dificuldade de concentração.

Como é feito o diagnóstico?

Ele se baseia na história clínica, no exame físico e em um estudo do sono, como a polissonografia, que pode ser feita em casa quando indicada.

A menopausa influencia a apneia?

Sim. Após a menopausa o risco costuma aumentar, segundo as fontes consultadas. A gravidez e o excesso de peso também são fatores relacionados.

A apneia do sono afeta a saúde mental?

Ela pode contribuir para depressão e ansiedade, em parte pelo sono de má qualidade. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Todo ronco é apneia?

Não. Por isso é importante a avaliação, que diferencia o ronco simples de quadros que precisam de tratamento.

Se você ronca, acorda cansada ou tem sono ruim sem explicação, converse conosco e marque uma avaliação. Pelo WhatsApp, nossa equipe orienta o agendamento.

Fontes: Sleep (Oxford Academic), 2020; Journal of Sleep Medicine; Society for Women’s Health Research (swhr.org); Sleep Apnea.org.

Responsável técnico: Dr. Marcus Vinicius Moro Loureiro, cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 12940. Odonto Loureiro, Av. Rio Branco, 37, sala 502, Centro, Rio de Janeiro.

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