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Odonto Loureiro

Enxerto ósseo para implante dentário: quando é necessário

Atualizado em 14 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Quem perdeu um dente há algum tempo costuma ouvir, na consulta de implante, que falta osso para sustentá-lo. É uma situação comum e, em muitos casos, pode ser tratada com o enxerto ósseo. Neste artigo explicamos o que é o procedimento, quando pode ser indicado, quais tipos de material existem e o que esperar antes e depois da cirurgia.

Por que o osso diminui na boca?

O osso dos maxilares é estimulado pela mastigação por meio dos dentes. Quando um dente é perdido e a região fica sem função, o osso tende a diminuir em espessura e em altura. Esse processo se chama reabsorção óssea. Outros fatores também contribuem:

  • Tempo sem o dente: quanto maior o período de ausência, maior pode ser a perda.
  • Envelhecimento: a reabsorção pode acontecer naturalmente com o avanço da idade.
  • Osteoporose: a perda de massa óssea pode afetar o corpo todo, inclusive a boca.
  • Doença periodontal: a gengivite, quando não tratada, pode evoluir para periodontite, que atinge as estruturas de sustentação dos dentes.

O que é o enxerto ósseo e como funciona

O enxerto ósseo, também chamado de regeneração óssea, tem como objetivo oferecer sustentação adequada ao implante quando o osso do paciente não é suficiente para essa função. Em algumas situações, a falta de espessura ou de altura impedia o uso do implante, e a pessoa ficava restrita às próteses removíveis. Com as técnicas atuais, pode ser possível planejar o implante mesmo com perda óssea, conforme cada caso.

Depois do enxerto, o organismo precisa de um período para integrar o material. Esse tempo varia conforme a extensão da área recuperada, o material usado e as características de cada pessoa. Em geral são alguns meses até a colocação do implante, e, em alguns casos favoráveis, o implante pode ser colocado na mesma cirurgia, se houver indicação clínica.

Em regiões da parte superior da boca, quando falta altura de osso perto dos seios da face, pode ser indicado o levantamento de seio maxilar, que é uma forma de regeneração óssea nessa área.

Quais são os tipos de enxerto?

Os enxertos não são todos iguais. A escolha do material e da técnica é feita caso a caso, depois da avaliação e dos exames.

Autógeno

O osso vem do próprio paciente, por exemplo de outra região da mandíbula. Costuma ser usado em reconstruções menores. Em reconstruções maiores, pode ser necessário buscar osso em outras partes do corpo, o que às vezes exige estrutura hospitalar. Como o osso é da própria pessoa, não há rejeição, mas é preciso uma área adicional de cirurgia.

Xenógeno

O material é de origem animal, como bovina, suína ou equina, e processado para uso em cirurgia. Tem estrutura parecida com a do osso humano e se incorpora bem ao tecido, mas a remodelação pode ser mais lenta que a do osso do próprio paciente.

Sintético

Produzido em laboratório, a partir de materiais como cerâmicas, polímeros ou hidroxiapatita sintética. São materiais biocompatíveis.

Alógeno

Vem de bancos de ossos humanos, de outra pessoa da mesma espécie. Pode ser uma alternativa em reconstruções maiores.

Mistos

Combinam osso do próprio paciente com outro tipo de material. Podem ser úteis em algumas áreas, pois levam células do próprio paciente, mas a indicação depende da região a ser reconstruída.

Quando o enxerto pode ser indicado?

O enxerto pode ser indicado para quem deseja colocar implante, mas não tem osso suficiente na região. Só a avaliação clínica e os exames dizem se ele é necessário e qual técnica é adequada. Algumas condições exigem cuidado ou preparo antes da cirurgia:

  • doença periodontal, que precisa ser tratada antes;
  • alguns casos de diabetes, que precisam estar controlados;
  • tabagismo, que pode atrapalhar a cicatrização;
  • outras doenças que afetem a saúde geral.

Na Odonto Loureiro, a cirurgia é feita pelo Dr. Marcus Vinicius Moro Loureiro, cirurgião bucomaxilofacial (CRO-RJ 12940), com mais de 40 anos de profissão. Você pode conhecer mais sobre o assunto na página de regeneração óssea e enxertos.

Exames antes do procedimento

A indicação parte de uma avaliação completa. Os exames mais comuns são radiografias, tomografia, escaneamento, exames de sangue, fotografias, exame clínico e anamnese. A tomografia e o escaneamento são feitos fora da clínica, e os resultados entram no planejamento digital do tratamento.

Anestesia e local da cirurgia

Em casos mais simples, a cirurgia costuma ser feita no consultório, com anestesia local. Em reconstruções maiores, que exigem retirada de osso de outras áreas do corpo, pode ser necessário ambiente hospitalar. Isso é definido no planejamento.

Cuidados no pós-operatório

Seguir as orientações do cirurgião ajuda a cicatrização. De modo geral:

  • use as medicações prescritas conforme indicado;
  • descanse nos primeiros dias;
  • use compressas geladas, se orientado, para reduzir o inchaço;
  • prefira alimentos frios, líquidos ou cremosos no início;
  • mantenha a higiene, preservando a região operada;
  • evite bochechos enquanto o profissional não liberar;
  • evite exposição ao sol.

As orientações exatas podem variar conforme o caso e serão passadas pelo profissional.

Perguntas frequentes

Todo mundo que quer implante precisa de enxerto?

Não. Só a avaliação clínica e os exames mostram se há osso suficiente. Muitas pessoas colocam o implante sem precisar de enxerto.

O enxerto é feito junto com o implante?

Depende. Em alguns casos favoráveis, os dois podem ser feitos na mesma cirurgia. Em outros, é necessário esperar alguns meses para a integração do enxerto antes do implante.

Quanto tempo leva a recuperação do osso?

O tempo varia conforme a extensão da área, o material e as características de cada pessoa.

Quem tem diabetes ou fuma pode fazer enxerto?

Depende da avaliação. Diabetes não controlado, tabagismo e outras condições podem interferir na cicatrização, e o profissional orientará sobre os cuidados necessários.

Qual é o melhor tipo de enxerto?

Não há um tipo que sirva para todos. A técnica e o material são escolhidos caso a caso, depois dos exames.

Se você perdeu dentes e tem dúvidas sobre implante ou enxerto, agende uma avaliação pelo WhatsApp. Na primeira consulta, explicamos o que foi observado e quais são as possibilidades para o seu caso.

Responsável técnico: Dr. Marcus Vinicius Moro Loureiro, cirurgião bucomaxilofacial, CRO-RJ 12940. Odonto Loureiro, Av. Rio Branco, 37, sala 502, Centro, Rio de Janeiro.

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